sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Diferenças entre infligir e infringir (palavras parônimas)

Infligir e infringir são palavras parônimas, ou seja, apresentam similaridades fonéticas e ortográficas, mas também diferenças consideráveis de significado.
            Palavras parônimas ou parônimos são vocábulos que são escritos de forma parecida e que, além disso, apresentam similaridades fonéticas, isto é, são pronunciados de maneiras semelhantes. Contudo, apesar de tantas similaridades, as palavras parônimas possuem significados diferentes, e é justamente por isso que se faz tão importante conhecê-las, bem como o uso adequado desse tipo de vocábulo. Na nossa língua encontramos diversos exemplos de palavras parônimas, entre elas, infligir e infringir:
Infligir: O verbo infligir significa aplicar um castigo, uma pena, decretar, submeter, sujeitar, causar, entre outros. Sua origem é latina, infligere, por esse motivo, deve ser escrita com a sílaba fli. Observe a aplicação da palavra infligir em frases:
O condutor do veículo estava em alta velocidade, por isso a multa foi infligida. (= aplicada)
Sua irresponsabilidade infligiu sérios danos aos colegas de trabalho. (= acarretou)
As torturas infligidas aos detentos foram alvo de investigação. (= impostas)

Infringir: O verbo infringir significa transgredir, desobedecer, desrespeitar leis, regras ou ordem. Sua origem é latina, infringere, portanto, deve ser escrita com a sílaba frin. Observe a aplicação da palavra infringir em frases:
Ele infringiu as regras da empresa, por isso foi afastado. (= desobedeceu)
Quando éramos jovens, infringíamos o regulamento da escola! (= transgredíamos)
O piloto do avião infringiu o código de conduta para pousos. (= descumpriu)
Outros exemplos de palavras parônimas: despercebido/desapercebido, precursor/percursor, aferir/auferir, imergir/emergir, retificar/ratificar, diferido/deferido, discriminar/descriminar, iminente/eminente, descrição/discrição, tráfego/tráfico, proscrever/prescrever, entre outras.

Fonte: <www.portugues.com.br>

 Até o próximo post!
Erika Moraes



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Leitura e Produção Textual

Hoje o vídeo é sobre produção textual...
Vamos conversar um pouco sobre isso?!?!




 (GALERINHA, POR ALGUM MOTIVO EU NÃO ESTOU CONSEGUINDO COLOCAR A JANELA DE VÍDEO AQUI...ESTOU TENTANDO SOLUCIONAR ESSE PROBLEMA, MAS POR ENQUANTO É SÓ CLICAR NO LINK...OBRIGADA PELA COMPREENSÃO)






Qualquer dúvida já sabem...Deixem nos comentários!!!
Até a próxima...

Lygiane

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Gerúndio e Gerundismo

Gerúndio e gerundismo são elementos distintos que não devem ser confundidos. O primeiro faz referência à forma nominal, o segundo é considerado um vício de linguagem. Diante disto, é fundamental demarcarmos as diferenças entre o gerúndio e o gerundismo, para diferenciar a forma nominal do verbo do vício de linguagem.




Muito tem se falado sobre o gerundismo, mas pouca vezes lemos análises que consideram as diferenças entre gerúndio e gerundismo. Afinal, estamos colocando as duas definições em um mesmo balaio?
Infelizmente, sim. Muitas pessoas confundem gerúndio e gerundismo, e a forma nominal, que antes do modismo linguístico era apenas mais um elemento de nosso vernáculo, passou a ser vista com maus olhos. Algumas pessoas têm evitado o gerúndio por não saberem como usar adequadamente essa forma nominal. Para acabar de vez com essas dúvidas, observe as definições das palavras gerúndio egerundismo e entenda a importância de se demarcar as devidas diferenças:
Gerúndio: palavra derivada do latim gerundium, é empregada para denominar uma forma nominal e invariável do verbo, podendo ter valor correspondente de um advérbio ou de um adjetivo. Sua principal característica é conferir ao verbo uma ideia de continuidade, ou seja, de uma ação que ainda está em andamento e que, por isso, não foi finalizada. Observe os exemplos de verbos no gerúndio:
As crianças estão brincando no parquinho.
Coincidentemente, estávamos falando sobre você!
Chorando, ele foi embora e não se despediu dos amigos.
Gerundismo: O gerundismo é considerado um vício de linguagem, um modismo que utiliza de maneira inadequada a forma nominal gerúndio. Na tentativa de reforçar uma ideia de continuidade de um verbo no futuro, acabamos complicando o que já é suficientemente complicado, e o que antes podia ser dito de maneira mais econômica e direta, foi substituído por uma intrincada estrutura que prefere utilizar três verbos a apenas um ou dois. Observe os exemplos de gerundismo:
A empresa vai estar entrando em contato para resolver o problema.
No próximo mês, João vai estar completando cinco anos.
Agora, veja a construção correta, aceita pela norma padrão da língua:
A empresa vai entrar em contato para resolver o problema.
Ou
A empresa entrará em contato para resolver o problema.
No próximo mês, João vai completar cinco anos.
Ou
No próximo mês, João completará cinco anos.
Nos casos apresentados, transformamos, desnecessariamente, um verbo conjugado em um gerúndio, aplicando aquilo que deve ser evitado, o gerundismo, que é, portanto, um excesso linguístico que deve ceder lugar para construções mais adequadas e simples. Vale ressaltar que o uso do gerúndio não deve ser abolido, mas sim o uso sistemático do gerundismo em construções que deveriam constar apenas de um único verbo ou de uma locução verbal sem um verbo no gerúndio.

Fonte: PEREZ. Luana Castro Alves. Gerúndio e Gerundismo. Disponível em: <http://www.portugues.com.br/gramatica/gerundio-gerundismo.html>. Acesso em: 06 de jan. de 2015.

Até a próxima!

Thaís Souza

Aposto

O que é o aposto na língua portuguesa? 

O aposto é uma palavra ou uma expressão que se relaciona com um termo anterior e tem a finalidade de explicar, desenvolver, identificar ou resumir, melhor esse termo.

Vamos aos exemplos:

a) João, irmão de Paulo, é um ótimo aluno.
Veja que o trecho “irmão de Paulo” está explicando quem é o sujeito da oração “João”. Esse trecho é o aposto da oração.

b) Foram elas, as meninas, que falaram ontem.
Outro exemplo de um (aposto) “as meninas” explicando um termo anterior: Foram elas... Elas quem? As meninas.

Temos alguns tipos de aposto:

Aposto Explicativo: O aposto explicativo identifica ou explica o termo anterior. É separado do termo que identifica por vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões:  Gregório de Matos, autor do movimento barroco, é considerado o primeiro poeta brasileiro.

Aposto Especificador: O aposto especificador individualiza ou especifica um substantivo de sentido genérico, sem pausa. Geralmente é um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum: Cláudio Manuel da Costa nasceu nas proximidades de Mariana, situada no estado de Minas Gerais.

 Enumerador: sequência de termos usados para desenvolver ou especificar um termo anterior: O aluno deverá ir à escola munido de todo material escolar: borracha, lápis, caderno, cola, tesoura, apontador e régua.
-O escoteiro deve carregar consigo seu material: mochila, saco de dormir e barraca.

 Resumidor: resume termos anteriores, geralmente sujeito composto. É representado, geralmente, por um pronome indefinido: Funcionários da limpeza, auxiliares, coordenadores, professores, todos devem comparecer à reunião. 

Fonte: < http://www.gramaticaonline.com.br/>

Até o próximo post!

Erika Moraes

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mais dicas sobre o Novo Acordo Ortográfico

Voltei antes do que eu pensava...
Estou aqui para dar mais algumas dicas sobre a Nova Ortografia...


Já sabem né?!?! Qualquer dúvida deixem nos comentários...

Lygiane

Resolução e comentários dos exercícios

Ano novo, postagem nova... Hoje vamos fazer uma coisinha diferente, vamos ter um pequeno vídeo com as respostas e comentários dos exercícios que eu postei anteriormente, espero que vocês gostem, pois morri de vergonha de gravar, não ficou com uma qualidade ótima, mas espero ajudar!!!


Já sabem...qualquer dúvida deixem nos comentários!!!

Lygiane

sábado, 27 de dezembro de 2014

viagem ou viajem?

Pode ocorrer que na hora em que for utilizar as palavras viagem ou viajem possa surgir uma dúvida: escrevo com "g" ou com "j"?

Exemplos: 

a) A viagem para Paris é demorada.
b) Não é bom que vocês viajem com chuva.

Ao analisar as duas frases percebemos que na primeira, viagem é um substantivo que faz parte do sujeito. Já na segunda, é um verbo do sujeito “você”.
Assim, toda vez que viagem for um substantivo e indicar o ato de viajar, deverá ser escrito com “g”.

Mais exemplos:

Eu viajei para o Rio de Janeiro e foi ótimo!
A viagem para Natal foi boa!É praticamente certeza que a minha viagem será cancelada!


                                                                      Até o próximo Post!

Erika Moraes